Os Fidalgos da Casa Mourisca eBook È Os Fidalgos PDF

Os Fidalgos da Casa Mourisca eBook È Os Fidalgos PDF



10 thoughts on “Os Fidalgos da Casa Mourisca

  1. Rita Rita says:

    Os Fidalgos da Casa Mourisca uma obra passada numa aldeia do Alto Minho e que atrav s de uma hist ria de amor p e a nu o confronto entre a burguesia em ascens o e a queda de uma nobreza caduca e falida Os relacionamentos entre as fam lias Negr es de Vilar dos Corvos e Tom s o o foco principal desta hist ria, no entanto, J lio Dinis, aflora tamb m, ainda que levemente, as diferen as entre conservadores e liberais.Curiosidades pelo menos para mim que n o fazia a m nima ideia H um filme te Os Fidalgos da Casa Mourisca uma obra passada numa aldeia do Alto Minho e que atrav s de uma hist ria de amor p e a nu o confronto entre a burguesia em ascens o e a queda de uma nobreza caduca e falida Os relacionamentos entre as fam lias Negr es de Vilar dos Corvos e Tom s o o foco principal desta hist ria, no entanto, J lio Dinis, aflora tamb m, ainda que levemente, as diferen as entre conservadores e liberais.Curiosidades pelo menos para mim que n o fazia a m nima ideia H um filme teleteatro de 1963 baseado nesta obra.Os Fidalgos da Casa Mourisca Parte IOs Fidalgos da Casa Mourisca Parte II Foi exibida uma novela, na TV Record Brasil, em 1972 e com cerca de 100 cap tulos.S n o leva 5 porque n o gosto de hist rias de amor que acabem bem manias minhas


  2. Andreia Andreia says:

    t o, mas t o bom A quem n o repugne um pouco de romantismo, a meu ver, na medida certa, h que l lo.


  3. Isabel Maia Isabel Maia says:

    Em tempos idos, havia uma tradi o nas aldeias de chamar Casa Mourisca aos grandes solares senhoriais Na aldeia retratada nesta obra a tradi o mant m se e o solar da fam lia Negr es de Vilar de Corvos fica conhecida por esse nome pelos seus habitantes Os fidalgos da Casa Mourisca est o arruinados Uma m gest o e o orgulho de D Lu s levaram a propriedade a esta situa o Por m Jorge, o filho mais velho, descontente com o rumo que a sua casa levava, pediu ajuda a um agricultor que prosperou, Em tempos idos, havia uma tradi o nas aldeias de chamar Casa Mourisca aos grandes solares senhoriais Na aldeia retratada nesta obra a tradi o mant m se e o solar da fam lia Negr es de Vilar de Corvos fica conhecida por esse nome pelos seus habitantes Os fidalgos da Casa Mourisca est o arruinados Uma m gest o e o orgulho de D Lu s levaram a propriedade a esta situa o Por m Jorge, o filho mais velho, descontente com o rumo que a sua casa levava, pediu ajuda a um agricultor que prosperou, Tom da P voa, antigo trabalhador na casa Mourisca Tom da P voa tem uma filha, Berta, que foi educada fora da aldeia e que regressa a casa Jorge apaixona se por ela, mas o orgulhoso e inflex vel D Lu s n o concorda nem com a recupera o econ mica proposta pelo filho, nem com a paix o que ele nutre por uma plebeia.Foi com uma agrad vel surpresa que fiquei a conhecer a obra deste escritor portuense Por partilhar a mesma escola realista com o poveiro E a de Queir s, a escrita tamb m ela muito povoada de elementos colados realidade, como as descri es dos lavores dos jornaleiros no campo Mas o que distingue J lio Dinis de E a a escrita muito simples, muito neutra e natural, sem as muitas figuradas de estilo que o escritor da P voa do Varzim utilizava Esta uma obra centrada numa problem tica muito pr pria do s culo XIX, em que a classe aristocr tica vai perdendo os seus privil gios para uma burguesia emergente e onde J lio Dinis faz um excelente retrato de uma ruralidade assente em morgadios do interior que est a desaparecer com a chegada de novas ideias e novos ideais pol ticos a Portugal Para quem aprecia a escola liter ria do realismo, este um livro que recomendo vivamente


  4. Mariana Lis Mariana Lis says:

    Um romance buc lico do virar do s culo, alimentado pelos tons quentes da terra e em cujas p ginas se sente ainda o toque fresco e quebradi o da urze sob o orvalho, o aroma adocicado do campo em manh s de primavera J lio Dinis acolhe sem pretens o os ensinamentos da escola rom ntica que antecede a sua gera o, assim como toda a boa influ ncia dos cl ssicos da literatura inglesa, sem no entanto se demarcar daquela em que tem tica e estilisticamente se inscreve N o , e desenganem se os c pticos, Um romance buc lico do virar do s culo, alimentado pelos tons quentes da terra e em cujas p ginas se sente ainda o toque fresco e quebradi o da urze sob o orvalho, o aroma adocicado do campo em manh s de primavera J lio Dinis acolhe sem pretens o os ensinamentos da escola rom ntica que antecede a sua gera o, assim como toda a boa influ ncia dos cl ssicos da literatura inglesa, sem no entanto se demarcar daquela em que tem tica e estilisticamente se inscreve N o , e desenganem se os c pticos, um livro de ritmo lento, como, de resto, talvez se adivinhasse A sua preocupa o n o est no aprimoramento da linguagem, aspecto que considerei positivo tendo em viva conta outros grandes nomes do panorama liter rio da poca, mas sim na pintura e, nesse aspecto, o autor atinge os seus objectivos de maneira despretensiosa, n o sem brio e at com certo mimo Na realidade, n o inteiramente fiel o retrato que nos oferecido da sociedade rural portuguesa, em particular da regi o norte, naqueles tempos de moribunda fidalguia no entanto, e j o querido Oscar dizia, uma obra n o tanto um espelho da sociedade que a desponta e nutre como o do seu consciencioso p blico E o conceito de que o povo portugu s, principalmente nas zonas rurais, mais est pido, escrupuloso e complacente do que em qualquer outro beco encardido noutra capital europeia qualquer v lido at hoje, conceito que n s, que o somos, mais alimentamos Em Os Fidalgos da Casa Mourisca, o quadro socioecon mico do pa s, pelo menos na medida em que este se torna til para o desenrolar da ac o, introduzido com a maior mod stia e minuciosa aten o aos aspectos mais gerais da coisa Na boca de Jorge, jovem fidalgo de salutar complex o, J lio Dinis assume as inclina es liberais que o aconchegam, o que n o obsta a que, durante todo o romance, o chamado conflito de classes seja de tal forma relativizado, sentimentalizado e de todas as maneiras popularizado que nunca chega a ser um conflito real, s no plano das rela es pessoais entre os jovens enamorados e respectivas fam lias A ideia de que o trabalho consola, o trabalho enobrece , cristalizando uma falsa percep o de igualdade entre a classe dominante e seus vassalos, hoje um entrave ao que quer de revolucion rio que, por fim, se encontre na obra O bom do Tom que me perdoe, mas o tempo das vacas gordas j l vai


  5. Su Su says:

    A minha principal motiva o para ler este romance hist rico foi ser uma das leituras da juventude da minha m e, da qual ela guarda boas mem rias Nunca fui muito entusiasta de retratos hist ricos da sociedade, por m a curiosidade levou a melhor e decidi dar uma oportunidade ao livro.N o me arrependi de o ter feito uma leitura simples e previs vel, mas que n o deixa de ser agrad vel Mostra um retrato muito pitoresco das aldeias do interior do pa s Os personagens est o bem elaborados consider A minha principal motiva o para ler este romance hist rico foi ser uma das leituras da juventude da minha m e, da qual ela guarda boas mem rias Nunca fui muito entusiasta de retratos hist ricos da sociedade, por m a curiosidade levou a melhor e decidi dar uma oportunidade ao livro.N o me arrependi de o ter feito uma leitura simples e previs vel, mas que n o deixa de ser agrad vel Mostra um retrato muito pitoresco das aldeias do interior do pa s Os personagens est o bem elaborados considerando o seu ambiente e contexto hist rico Este ltimo est presente na narrativa principalmente atrav s das posi es e convic es das mesmas uma vis o algo simplista, contudo para mim isso foi um ponto positivo, pois tornou a leitura em algo leve.A n vel do romance, no entanto, esta hist ria n o faz de todo o meu g nero Embora obviamente n o esperasse um romance atrevido, tamb m n o contava que fosse ser t o plat nico tudo muito casto e sem sal Valeu principalmente por me mostrar uma perspectiva diferente, com dilemas que nunca teria considerado noutros contextos.Resumindo, foi positivo para variar um pouco das minhas leituras habituais, mas n o passar a fazer parte das mesmas


  6. Rita Rita says:

    It s my favorite book for a thousand and one reasons.


  7. Guilherme Martins Guilherme Martins says:

    Na destrui o do velho sistema feudalista, e do nascer do novo paradigma da burguesia surgiu assim a obra Fidalgos da Casa Mourisca submetida aos ideais iluministas Acreditando na inoc ncia da coexist ncia pacifica entre dominantes e dominados, exploradores e explorados descrit vel assim nestas p ginas de J lio Dinis a imagin ria ordem vigente Divagando em falsos moralismos e frases de ordem Trabalha porque ser s coberto de ouro leva o leitor para uma paix o eterna sobre o trabalho.


  8. Joao Joao says:

    Gostei detr s coisas Interessante retrato da sociedade da altura hist ria que flui principalmente devido tima caracteriza o dos personagens muito bem escrito.Ep gostei.


  9. Betina Betina says:

    N o sei se sei esclarecer a raz o do meu gosto por este g nero de texto, mas gosto Gosto mesmo.


  10. Vasco Ribeiro Vasco Ribeiro says:

    Com m estilo puramente rom ntico, conta uma hist ria cheia de paix o protagonizada por pessoas dos mais elevados sentimentos Um pouco ma ador ao fim e ao cabo.os fidalgos da casa mourisca, uma fam lia nobre decadente s o 3 Lu s o velho pai, absolutista que tinha sido embaixador mas que com a revolu o liberal se retirara para o seu solar na prov ncia Primeiro manteve alguma ostenta o, e at uma corte onde pululavam os oportunistas, que, acabando o dinheiro, o abandonaram, s ficando o padre Com m estilo puramente rom ntico, conta uma hist ria cheia de paix o protagonizada por pessoas dos mais elevados sentimentos Um pouco ma ador ao fim e ao cabo.os fidalgos da casa mourisca, uma fam lia nobre decadente s o 3 Lu s o velho pai, absolutista que tinha sido embaixador mas que com a revolu o liberal se retirara para o seu solar na prov ncia Primeiro manteve alguma ostenta o, e at uma corte onde pululavam os oportunistas, que, acabando o dinheiro, o abandonaram, s ficando o padre janu rio, que era o procurador dos interesses da quinta, mas muito incompetente a mulher morrera desgostosa porque o irm o querido dela tinha morrido nas lutas e o marido nunca o acolhera e tamb m uma filha muito querida, Beatriz, com a idade talvez de 16 anos e que deixou muita saudade e muita amargura ao velho Os filhos sobreviventes eram Jorge, de 20 anos, muito assisado e sempre fora assim desde crian a, e Maur cio mais fr volo, um pinga amor e que sempre fora assim Jorge decide fazer pela vida e repor a honra e riqueza da casa, atrav s do trabalho agr cola e para isso pede conselhos a Tom da p voa, um antigo criado da casa que for a de trabalho, persist ncia sacrif cio mas honradez e intelig ncia tinha prosperado e fizera da sua herdade que comprara um exemplo de fortuna Tinha mandado estudar na cidade uma filha, Berta, muito bonita e prendada e que nessa altura regressava aldeia pois claro, quer Maur cio quer Jorge se apaixonam por berta Maur cio de forma clara, Jorge escondendo a paix o Perip cias sobre perip cias incluindo cenas de ci me e conspira o e intiguice pelos depravados primos do cruzeiro que s pensavam em comer e beber aparece uma prima desempoeirada a baronesa Gabriela, vi va de um rico bar o com quem casara e herdara a fortuna e tudo vai mudando Lu s sai da casa mourisca e vai para os bacelos para casa da prima mas esta quer ir para lisboa e quer que o Maur cio goste dela e pretende fazer dele pessoa com carreira E tudo consegue, pois acba por casar com maur cio para substituir cabeceira do tio lu s, porque este entretanto adoecera, foi Berta, e ao fim e ao cabo lu s que em tirada ultra rom ntica, embora no fundo contrariado, mas porque berta um anjo que o trata bem e lhe faz lembrar a filha beatriz, l d a sua b n o ao casamento, debelando o seu orgulho dizendo a tom da p voa que queria o casamento E l casam eles e s o felizes para sempre.A meio tamb m aparece um clemente, regedor da terra, rapaz honrado que tinha sido companheiro de inf ncia dos outros e irm o de leite, pois fora sua m e Ana que os amamentara a todos e que a certa altura tinha pretendido casar com Berta, o que podia ser, por tamb m ser lavrador, n o haver diferen a de classe, e at tinha sido Jorge, apesar do cora o apertado a pedir a mo a em casamento, at que o poss vel enlace se desfez quando clemente se apercebeu, grande rapaz, que berta n o o podia amar e ele n o lhe quis exigir o sacrif cio


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Os Fidalgos da Casa Mourisca ➵ Os Fidalgos da Casa Mourisca Download ➾ Author Júlio Dinis – Capitalsoftworks.co.uk Os Fidalgos da Casa Mourisca uma obra de J lio Dinis passada numa aldeia do Alto Minho e que retrata o confronto entre a burguesia em ascens o e a mete rica queda de uma nobreza decr pita e falidaDa o Os Fidalgos da Casa Mourisca uma da Casa MOBI ò obra de J lio Dinis passada numa aldeia do Alto Minho e que retrata o confronto entre a burguesia em ascens o e a mete rica queda de uma nobreza decr pita e falidaDa obra que lemos at agora deste autor, este o livro que se assemelha mais ao romance tradicional onde o foco principal n Os Fidalgos PDF \ o recai tanto na ilustra o de uma determinada realidade social mas antes nos as entre dois jovens de realidades sociais diversasApesar do car cter rom ntico assumir o papel de destaque J lio Dinis nesta obra p e a nu a fragilidade de uma nobreza fidalga em decl nio que se limita a viver de um nome que cada vez vale menos Fidalgos da Casa Epub à numa ilus o ut pica da manuten o de um status quo que j n o tem Existe tamb m uma ligeira abordagem dos problemas relativos s altera es profundas na sociedade portuguesa decorrentes do fim de alguns privil gios de classe que o liberalismo pol tico ofereceu ao s culo XIX portugu sNo entanto, e como dissemos supra, o objecto principal desta obra s o as rela es pessoais que se estabelecem entre duas fam lias de classes sociais distintas e que condicionam toda a narrativaFilipe de Arede Nunes,de Novembro de http bibliotecatransmissivelspEste romance, que uma cr nica de aldeia, passa se no s cXIX, no Alto Minho, e nele o autor p e em evid ncia as mudan as por que passa a sociedade portuguesa da poca com o progresso da burguesia e a consequente decad ncia da nobreza Os senhores Negr es de Vilar de Corvo, o pai D Lu s, e os filhos, Jorge e Maur cio, s o conhecidos como Os Fidalgos da Casa Mourisca, pois assim conhecido o velho solar onde vivem, a Casa MouriscaFonte tempos idos, havia uma tradi o nas aldeias de chamar Casa Mourisca aos grandes solares senhoriais Na aldeia retratada nesta obra a tradi o mant m se e o solar da fam lia Negr es de Vilar de Corvos fica conhecida por esse nome pelos seus habitantes Esta uma obra centrada numa problem tica muito pr pria do s culo XIX, em que a classe aristocr tica vai perdendo os seus privil gios para uma burguesia emergente e onde J lio Dinis faz um excelente retrato de uma ruralidade assente em morgadios do interior que est a desaparecer com a chegada de novas ideias e novos ideais pol ticos a PortugalIsabel Maia,de Abril de http nacompanhiadoslivros.

10 thoughts on “Os Fidalgos da Casa Mourisca

  1. Rita Rita says:

    Os Fidalgos da Casa Mourisca uma obra passada numa aldeia do Alto Minho e que atrav s de uma hist ria de amor p e a nu o confronto entre a burguesia em ascens o e a queda de uma nobreza caduca e falida Os relacionamentos entre as fam lias Negr es de Vilar dos Corvos e Tom s o o foco principal desta hist ria, no entanto, J lio Dinis, aflora tamb m, ainda que levemente, as diferen as entre conservadores e liberais.Curiosidades pelo menos para mim que n o fazia a m nima ideia H um filme te Os Fidalgos da Casa Mourisca uma obra passada numa aldeia do Alto Minho e que atrav s de uma hist ria de amor p e a nu o confronto entre a burguesia em ascens o e a queda de uma nobreza caduca e falida Os relacionamentos entre as fam lias Negr es de Vilar dos Corvos e Tom s o o foco principal desta hist ria, no entanto, J lio Dinis, aflora tamb m, ainda que levemente, as diferen as entre conservadores e liberais.Curiosidades pelo menos para mim que n o fazia a m nima ideia H um filme teleteatro de 1963 baseado nesta obra.Os Fidalgos da Casa Mourisca Parte IOs Fidalgos da Casa Mourisca Parte II Foi exibida uma novela, na TV Record Brasil, em 1972 e com cerca de 100 cap tulos.S n o leva 5 porque n o gosto de hist rias de amor que acabem bem manias minhas

  2. Andreia Andreia says:

    t o, mas t o bom A quem n o repugne um pouco de romantismo, a meu ver, na medida certa, h que l lo.

  3. Isabel Maia Isabel Maia says:

    Em tempos idos, havia uma tradi o nas aldeias de chamar Casa Mourisca aos grandes solares senhoriais Na aldeia retratada nesta obra a tradi o mant m se e o solar da fam lia Negr es de Vilar de Corvos fica conhecida por esse nome pelos seus habitantes Os fidalgos da Casa Mourisca est o arruinados Uma m gest o e o orgulho de D Lu s levaram a propriedade a esta situa o Por m Jorge, o filho mais velho, descontente com o rumo que a sua casa levava, pediu ajuda a um agricultor que prosperou, Em tempos idos, havia uma tradi o nas aldeias de chamar Casa Mourisca aos grandes solares senhoriais Na aldeia retratada nesta obra a tradi o mant m se e o solar da fam lia Negr es de Vilar de Corvos fica conhecida por esse nome pelos seus habitantes Os fidalgos da Casa Mourisca est o arruinados Uma m gest o e o orgulho de D Lu s levaram a propriedade a esta situa o Por m Jorge, o filho mais velho, descontente com o rumo que a sua casa levava, pediu ajuda a um agricultor que prosperou, Tom da P voa, antigo trabalhador na casa Mourisca Tom da P voa tem uma filha, Berta, que foi educada fora da aldeia e que regressa a casa Jorge apaixona se por ela, mas o orgulhoso e inflex vel D Lu s n o concorda nem com a recupera o econ mica proposta pelo filho, nem com a paix o que ele nutre por uma plebeia.Foi com uma agrad vel surpresa que fiquei a conhecer a obra deste escritor portuense Por partilhar a mesma escola realista com o poveiro E a de Queir s, a escrita tamb m ela muito povoada de elementos colados realidade, como as descri es dos lavores dos jornaleiros no campo Mas o que distingue J lio Dinis de E a a escrita muito simples, muito neutra e natural, sem as muitas figuradas de estilo que o escritor da P voa do Varzim utilizava Esta uma obra centrada numa problem tica muito pr pria do s culo XIX, em que a classe aristocr tica vai perdendo os seus privil gios para uma burguesia emergente e onde J lio Dinis faz um excelente retrato de uma ruralidade assente em morgadios do interior que est a desaparecer com a chegada de novas ideias e novos ideais pol ticos a Portugal Para quem aprecia a escola liter ria do realismo, este um livro que recomendo vivamente

  4. Mariana Lis Mariana Lis says:

    Um romance buc lico do virar do s culo, alimentado pelos tons quentes da terra e em cujas p ginas se sente ainda o toque fresco e quebradi o da urze sob o orvalho, o aroma adocicado do campo em manh s de primavera J lio Dinis acolhe sem pretens o os ensinamentos da escola rom ntica que antecede a sua gera o, assim como toda a boa influ ncia dos cl ssicos da literatura inglesa, sem no entanto se demarcar daquela em que tem tica e estilisticamente se inscreve N o , e desenganem se os c pticos, Um romance buc lico do virar do s culo, alimentado pelos tons quentes da terra e em cujas p ginas se sente ainda o toque fresco e quebradi o da urze sob o orvalho, o aroma adocicado do campo em manh s de primavera J lio Dinis acolhe sem pretens o os ensinamentos da escola rom ntica que antecede a sua gera o, assim como toda a boa influ ncia dos cl ssicos da literatura inglesa, sem no entanto se demarcar daquela em que tem tica e estilisticamente se inscreve N o , e desenganem se os c pticos, um livro de ritmo lento, como, de resto, talvez se adivinhasse A sua preocupa o n o est no aprimoramento da linguagem, aspecto que considerei positivo tendo em viva conta outros grandes nomes do panorama liter rio da poca, mas sim na pintura e, nesse aspecto, o autor atinge os seus objectivos de maneira despretensiosa, n o sem brio e at com certo mimo Na realidade, n o inteiramente fiel o retrato que nos oferecido da sociedade rural portuguesa, em particular da regi o norte, naqueles tempos de moribunda fidalguia no entanto, e j o querido Oscar dizia, uma obra n o tanto um espelho da sociedade que a desponta e nutre como o do seu consciencioso p blico E o conceito de que o povo portugu s, principalmente nas zonas rurais, mais est pido, escrupuloso e complacente do que em qualquer outro beco encardido noutra capital europeia qualquer v lido at hoje, conceito que n s, que o somos, mais alimentamos Em Os Fidalgos da Casa Mourisca, o quadro socioecon mico do pa s, pelo menos na medida em que este se torna til para o desenrolar da ac o, introduzido com a maior mod stia e minuciosa aten o aos aspectos mais gerais da coisa Na boca de Jorge, jovem fidalgo de salutar complex o, J lio Dinis assume as inclina es liberais que o aconchegam, o que n o obsta a que, durante todo o romance, o chamado conflito de classes seja de tal forma relativizado, sentimentalizado e de todas as maneiras popularizado que nunca chega a ser um conflito real, s no plano das rela es pessoais entre os jovens enamorados e respectivas fam lias A ideia de que o trabalho consola, o trabalho enobrece , cristalizando uma falsa percep o de igualdade entre a classe dominante e seus vassalos, hoje um entrave ao que quer de revolucion rio que, por fim, se encontre na obra O bom do Tom que me perdoe, mas o tempo das vacas gordas j l vai

  5. Su Su says:

    A minha principal motiva o para ler este romance hist rico foi ser uma das leituras da juventude da minha m e, da qual ela guarda boas mem rias Nunca fui muito entusiasta de retratos hist ricos da sociedade, por m a curiosidade levou a melhor e decidi dar uma oportunidade ao livro.N o me arrependi de o ter feito uma leitura simples e previs vel, mas que n o deixa de ser agrad vel Mostra um retrato muito pitoresco das aldeias do interior do pa s Os personagens est o bem elaborados consider A minha principal motiva o para ler este romance hist rico foi ser uma das leituras da juventude da minha m e, da qual ela guarda boas mem rias Nunca fui muito entusiasta de retratos hist ricos da sociedade, por m a curiosidade levou a melhor e decidi dar uma oportunidade ao livro.N o me arrependi de o ter feito uma leitura simples e previs vel, mas que n o deixa de ser agrad vel Mostra um retrato muito pitoresco das aldeias do interior do pa s Os personagens est o bem elaborados considerando o seu ambiente e contexto hist rico Este ltimo est presente na narrativa principalmente atrav s das posi es e convic es das mesmas uma vis o algo simplista, contudo para mim isso foi um ponto positivo, pois tornou a leitura em algo leve.A n vel do romance, no entanto, esta hist ria n o faz de todo o meu g nero Embora obviamente n o esperasse um romance atrevido, tamb m n o contava que fosse ser t o plat nico tudo muito casto e sem sal Valeu principalmente por me mostrar uma perspectiva diferente, com dilemas que nunca teria considerado noutros contextos.Resumindo, foi positivo para variar um pouco das minhas leituras habituais, mas n o passar a fazer parte das mesmas

  6. Rita Rita says:

    It s my favorite book for a thousand and one reasons.

  7. Guilherme Martins Guilherme Martins says:

    Na destrui o do velho sistema feudalista, e do nascer do novo paradigma da burguesia surgiu assim a obra Fidalgos da Casa Mourisca submetida aos ideais iluministas Acreditando na inoc ncia da coexist ncia pacifica entre dominantes e dominados, exploradores e explorados descrit vel assim nestas p ginas de J lio Dinis a imagin ria ordem vigente Divagando em falsos moralismos e frases de ordem Trabalha porque ser s coberto de ouro leva o leitor para uma paix o eterna sobre o trabalho.

  8. Joao Joao says:

    Gostei detr s coisas Interessante retrato da sociedade da altura hist ria que flui principalmente devido tima caracteriza o dos personagens muito bem escrito.Ep gostei.

  9. Betina Betina says:

    N o sei se sei esclarecer a raz o do meu gosto por este g nero de texto, mas gosto Gosto mesmo.

  10. Vasco Ribeiro Vasco Ribeiro says:

    Com m estilo puramente rom ntico, conta uma hist ria cheia de paix o protagonizada por pessoas dos mais elevados sentimentos Um pouco ma ador ao fim e ao cabo.os fidalgos da casa mourisca, uma fam lia nobre decadente s o 3 Lu s o velho pai, absolutista que tinha sido embaixador mas que com a revolu o liberal se retirara para o seu solar na prov ncia Primeiro manteve alguma ostenta o, e at uma corte onde pululavam os oportunistas, que, acabando o dinheiro, o abandonaram, s ficando o padre Com m estilo puramente rom ntico, conta uma hist ria cheia de paix o protagonizada por pessoas dos mais elevados sentimentos Um pouco ma ador ao fim e ao cabo.os fidalgos da casa mourisca, uma fam lia nobre decadente s o 3 Lu s o velho pai, absolutista que tinha sido embaixador mas que com a revolu o liberal se retirara para o seu solar na prov ncia Primeiro manteve alguma ostenta o, e at uma corte onde pululavam os oportunistas, que, acabando o dinheiro, o abandonaram, s ficando o padre janu rio, que era o procurador dos interesses da quinta, mas muito incompetente a mulher morrera desgostosa porque o irm o querido dela tinha morrido nas lutas e o marido nunca o acolhera e tamb m uma filha muito querida, Beatriz, com a idade talvez de 16 anos e que deixou muita saudade e muita amargura ao velho Os filhos sobreviventes eram Jorge, de 20 anos, muito assisado e sempre fora assim desde crian a, e Maur cio mais fr volo, um pinga amor e que sempre fora assim Jorge decide fazer pela vida e repor a honra e riqueza da casa, atrav s do trabalho agr cola e para isso pede conselhos a Tom da p voa, um antigo criado da casa que for a de trabalho, persist ncia sacrif cio mas honradez e intelig ncia tinha prosperado e fizera da sua herdade que comprara um exemplo de fortuna Tinha mandado estudar na cidade uma filha, Berta, muito bonita e prendada e que nessa altura regressava aldeia pois claro, quer Maur cio quer Jorge se apaixonam por berta Maur cio de forma clara, Jorge escondendo a paix o Perip cias sobre perip cias incluindo cenas de ci me e conspira o e intiguice pelos depravados primos do cruzeiro que s pensavam em comer e beber aparece uma prima desempoeirada a baronesa Gabriela, vi va de um rico bar o com quem casara e herdara a fortuna e tudo vai mudando Lu s sai da casa mourisca e vai para os bacelos para casa da prima mas esta quer ir para lisboa e quer que o Maur cio goste dela e pretende fazer dele pessoa com carreira E tudo consegue, pois acba por casar com maur cio para substituir cabeceira do tio lu s, porque este entretanto adoecera, foi Berta, e ao fim e ao cabo lu s que em tirada ultra rom ntica, embora no fundo contrariado, mas porque berta um anjo que o trata bem e lhe faz lembrar a filha beatriz, l d a sua b n o ao casamento, debelando o seu orgulho dizendo a tom da p voa que queria o casamento E l casam eles e s o felizes para sempre.A meio tamb m aparece um clemente, regedor da terra, rapaz honrado que tinha sido companheiro de inf ncia dos outros e irm o de leite, pois fora sua m e Ana que os amamentara a todos e que a certa altura tinha pretendido casar com Berta, o que podia ser, por tamb m ser lavrador, n o haver diferen a de classe, e at tinha sido Jorge, apesar do cora o apertado a pedir a mo a em casamento, at que o poss vel enlace se desfez quando clemente se apercebeu, grande rapaz, que berta n o o podia amar e ele n o lhe quis exigir o sacrif cio

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *